Em Washington, Tereza Cristina, afirmou
que o aumento de 29,5% no desmatamento na Amazônia é um dado melhor do que o
que se dizia anteriormente e que, "não faz o menor sentido" avaliar
que isso pode prejudicar negociações comerciais do Brasil com os Estados
Unidos, onde ela está para reuniões com o governo americano e encontros no
Banco Mundial e no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
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Ao justificar que não haverá impacto
comercial, a ministra buscou desassociar o agronegócio exportador da situação
da Amazônia e afirmou que "a agricultura brasileira que exporta está no
Centro Oeste, no Sul e no Sudeste do País" e que "essa agricultura
não tem nada a ver com a Amazônia". A região da Amazônia Legal, no
entanto, abarca partes do Centro-Oeste, como o Estado do Mato Grosso. De acordo
com os dados divulgados hoje, o Mato Grosso é o segundo Estado com maior taxa
de desmatamento, de 17,2%.
Análise divulgada hoje pelo Projeto
de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), o
sistema do Inpe que fornece a taxa oficial anual de desmatamento da Amazônia,
informou que o desmatamento na Amazônia subiu 29,5% entre 1º de agosto do ano
passado e 31 de julho deste ano, na comparação com os 12 meses anteriores,
atingindo a marca de 9.762 km². É a mais alta taxa desde 2008.
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Questionada se o aumento do
desmatamento pode criar algum empecilho na relação comercial do Brasil com
outros países, como os EUA, a ministra afirmou: "De jeito nenhum. Não faz
o menor sentido. (…) A agricultura brasileira que exporta não é a agricultura
da Amazônia de jeito nenhum. Precisamos parar de falar isso. A agricultura
brasileira que exporta está no Centro-Oeste, no Sul e no Sudeste do País. Essa
agricultura não tem nada a ver com a Amazônia".
Parlamentares americanos têm cobrado
o compromisso ambiental do Brasil em manifestações enviadas ao governo dos EUA.
A repercussão internacional das queimadas na Amazônia fez com que, em setembro,
o deputado democrata Peter DeFazio apresentasse projeto de lei na Câmara dos
Estados Unidos para proibir a importação de produtos brasileiros como carne e
soja, em resposta ao aumento das queimadas na Amazônia.
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A ministra Tereza Cristina minimizou
ainda o aumento no desmatamento na casa dos 30%. Ela assumiu que há um problema
a ser discutido sobre o tema, mas que não é o "dado maluco que estavam
falando". "Eu vi que houve um aumento realmente de 30% mas não é os
90% que estavam falando em junho. Junho e julho saiu um dado maluco, 93%. Não é
isso. Aumentou? Aumentou. Tem problema? Claro que tem problema. Agora, hoje,
temos ferramentas que existiam, mas, que não andavam alinhadas que você pode ir
diretamente ao ponto. Saber onde você tem desmatamento em terras públicas que
não estão concessionadas e que ali são desmatamentos ilegais, onde é
desmatamento legal", afirmou, em Washington.
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