Você sabia que a urna eleitoral tem sua vida útil calculada em
aproximadamente 10 anos? Pois é! Este é o período de utilização desses
equipamentos que são fundamentais no processo eleitoral e, que vem sendo utilizado
nas eleições do Pará desde 1996.
Atualmente, no estado, são utilizadas mais de 20 mil urnas eleitorais –
já contanto com as urnas de contingência. Sendo peça fundamental para o
exercício da cidadania, passado o seu período de utilização a Justiça Eleitoral
segue desempenhando, agora, o seu papel socioambiental.
Com o intuito de preservar o meio ambiente o Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) realiza o descarte desse material de forma consciente. Até dezembro de
2018, o TRE do Pará descartou 4.398 urnas eletrônicas. Além de materiais
agregados, como disquetes, cabinas, flash cards e caixas.
“A medida que esses materiais vão sendo depreciados e já não tem mais
utilidade para Justiça Eleitoral, ele é recolhido por uma empresa especializada
contratada pelo TSE. Nós encaminhamos também uma série de outros materiais que
também são utilizados na eleição como, por exemplo, as cabinas de votação,
caixas e baterias”, explica Felipe Brito, Secretário de Tecnologia da
Informação do TRE do Pará.
Os equipamentos de todos os regionais são encaminhados ao TSE e, a partir
daí, adotam outras finalidades. Uma das alternativas encontrada pela Justiça
Eleitoral foi transformar parte desse material em sola de sapato. Muitas
pessoas nem imaginam, mas podem estar, neste momento, “calçando uma urna
eleitoral”.
Essa possibilidade surgiu a partir da reutilização dos cabos de energia
que ligam o terminal do eleitor ao terminal do mesário. Feitos de borracha
misturada com plástico, os cabos depois de moídos, passam por um processo de decantação
para separar os dois tipos de materiais. A borracha que em geral fica na
superfície e que seria destinada a um aterro sanitário adequado ganha uma nova
utilidade – proteção ao pé.
Ainda de acordo com o secretário, o primeiro passo nesse processo de
reutilização do material é a descaracterização. “Por se tratar de um material
oficial ele não pode ser reutilizado de qualquer forma. Após essa etapa de
descaracterização e dependendo do tipo de material, ele consegue ser
transformado em bolsas, sapatos ou mesmo plástico que volta para indústria para
ser utilizado de diversas maneiras. O mais importante de todo esse processo, é
assegurar que esse material volte para a sociedade de forma sustentável, o que
demonstra o zelo e cuidado que a Justiça Eleitoral tem com o meio ambiente”,
ressalta ainda Felipe.
Todo material coletado dos regionais é doado para uma cooperativa que
fica localizada em Goiânia. A matéria prima passa por todo processo de
separação e descaracterização. Dessa forma, os cooperados conseguem reutilizar
a borracha na fabricação de sandálias femininas. O que além de impactar de
forma positiva para o meio ambiente ainda possibilita uma nova renda para as
famílias cadastradas na cooperativa.




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