Com
o objetivo de comemorar mais um ano de defesa dos recursos naturais da região,
a comunidade Santa Maria do Tapará – inserida no Projeto de Assentamento
Agroextrativista (PAE) Tapará na região de várzea de Santarém, realizou nos
dias 16 e 17 de novembro o XIII Festival do Pirarucu, com atividades culturais
e gastronômicas.
O
festival é organizado pela Associação Comunitária de Santa Maria do Tapará
(Ascosamta), em parceria com a Superintendência Regional do Incra no Oeste do
Pará; Governo Municipal o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e
o Governo do Pará, entre outros.
Segundo
a coordenadora regional do Ipam, Alcilene Cardoso, o evento é o momento de
apresentação do trabalho, como estoque do manejo, cultura e rentabilidade. Para
o superintendente do Incra no Oeste do Pará, Gustavo Hamoy, “o festival celebra
o manejo na região de várzea e abre espaço para cultura e culinária,
colaborando, assim, para a manutenção da espécie e valorização da cultura”.
Segundo
a organização do evento, foram pescados 36 pirarucus, o equivalente a mil
quilos que, comercializados, resultaram num saldo total de R$ 20 mil.
o
presidente da associação da comunidade Santa Maria do Tapará, Raimundo Augusto
de Sousa Neves avalia o evento.
“O
saldo foi positivo, a chuva atrapalhou um pouco, mas está dentro do esperado.
Não temos como controlar a força da natureza. Graças a Deus o festival foi
realizado com sucesso”, destacou.
O
Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Tapará está organizado em nove
comunidades e 50 áreas de pesca, que são gerenciadas por 850 famílias,
abrangendo uma área de 11,7 mil hectares.
A
comunidade é responsável pelo cumprimento das regras de uso dos recursos
naturais da região, com base no Plano de Uso e no Plano Básico do PAE, aprovado
em 2010, assim como no acordo de pesca.
Matéria publicada na edição Online da RSNEWS

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